Discutindo ideias.

Regras simples

Donald Sull, professor de gestão na London Business School e especialista global em gestão em mercados turbulentos e Kathleen M. Eisenhardt,  professora da Stanford University e co-diretora do Programa de Tecnologias de Risco da Stanford, escrevem um artigo na Harvard Business Review sobre  a aplicação de regras simples nas empresas ao invés de aplicar estruturas complicadas. Regras simples!

Enquanto estudavam o porque de certas empresas de alta tecnologia terem prosperado durante o “boom” da internet uma década atrás, descobriram que para desenhar as estratégias de alto nível, empresas como Intel e Cisco confiaram não em estruturas complicadas, mas sim em regras simples. Mesmo em uma indústria extremamente dinâmica isso se fez verdade. As regras não eram apenas simples, mas específicas. Os gestores identificaram UM processo crítico onde um gargalo impedia de crescer, e então desenharam diretrizes para gerenciar esse processo especificadamente. Essa abordagem ajudou as empresas a diminuir o “abismo” entre estratégia e execução, a tomar decisões e se adaptar rapidamente às mudanças, enquanto mantinham o grande cenário em mente.

Regras simples! Aqui o artigo completo na HBR (em inglês).

Por vezes os empresários querem desenvolver grandes mudanças nas suas empresas, desenhando grandes projetos de implementação, e esquecem de checar quais são os processos críticos nos quais sua empresa depende e verificar se ali não estão os “gargalos” que estão impedindo a empresa de “alçar voos” maiores. Um pequeno “gargalo” resolvido pode alavancar o crescimento da sua empresa. Chequem seus processos críticos! Pode ser que sua empresa tenha um gargalo no processo de contratação, pode ser que sua empresa tenha um gargalo no processo de análise de crédito dos consumidores, pode ser que sua empresa tenha um gargalo no processo de avaliação dos fornecedores, pode ser que sua empresa tenha um gargalo no sistema de informação gerencial. Gargalos, os verdadeiros vilões das empresas.

Proponham regras simples de gestão desses processos, regras específicas. Coloquem os usuários dos processos para gerenciar esses gargalos. Solucionem os “gargalos” e vejam o gráfico de crescimento da empresa apontar pra cima. Isso é pensar fora da caixa!

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Maick Costa

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Administrador, especialista em gestão e mestre em estratégia empresarial. É gestor empresarial e apoia a Casa da Cultura Digital do Pará. Continua procurando sarna pra se coçar.


Só 1 comentário? O que você tá esperando pra entrar na discussão?.

  1. Ser simples, sem ser simplório… O mundo de hoje não dá espaço para muito firula empresarial…